Desde os meus 18 anos a companhia do cigarro e do álcool definiram meu
cotidiano modo de morrer e de viver. Meu sentimento de mundo, a administração
de minhas ansiedades, somada a um temperamento melancólico e frustrações
pessoais, foram compensados pela embriaguez, por uma busca pela criatividade e
pela produção de mim mesmo como uma regra básica do meu dia a dia. Sempre
busquei no banal, nos pequenos detalhes do meu dia a dia, um certo prazer
gratuito de estar vivo. Por isso escutar musica, estar sempre com um fone de
ouvido, sempre foi para mim uma necessidade vital durante as costumeiras
caminhadas de fim de semana.
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário