Sinto falta dos meus passados como abrigo existencial. Não falo de identidade com antigas idades ou com atmosferas afetivas personificada por certos lugares e pessoas. Falo de uma saudade de mim mesmo, da capacidade que eu tinha de me envolver com a vida e situações. Hoje, quase aos cinquenta anos, passei a acumular indiferença e desencantos. O mundo perdeu as cores e a vista ficou meio turva e em preto e branco.
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