Minha existência se inventava através do meu pai e no
meu avô.
Eramos distantes em nossa proximidade. Mas a presença
deles me fazia sempre jovem, eterno
aprendiz de mim mesmo.
Agora, é na ausência deles que descubro minhas faltas,
minha velhice por parte de pai e de mãe.
Cheio do vazio deles vou acariciando meus abismos,
Vou me desconstruindo no desabamento dos anos.
Não importa a quantidade de tempo que cobre o fato de
suas mortes. O vazio da casa antiga guarda sempre intensamente o silêncio deles dentro dos meus possíveis futuros.
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