domingo, 8 de março de 2020

SENTIMENTO ANTI BIOGRÁFICO

Não  vejo a vida como  uma evolução linear biológica  e psicologicamente definida em um intervalo temporal entre o nascimento e a morte. Mas como um acúmulo de descontinuidades e arranjos de memória feitos por um eu instável a mercê de grandezas impessoais.

A Existência é  resultado de perdas,  mortes e incertezas. Viver quase não  tem substância. É  um ato coletivo , algo que envolve o eu e os outros No devir do mundo.

Ter uma biografia não  significa nada nesse jogo valorativo e afetivo que cada um de nós desenvolve com a própria singularidade. Ela não passa de um espelho do mundo.

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