Não vejo a vida como uma evolução linear biológica e psicologicamente definida em um intervalo temporal entre o nascimento e a morte. Mas como um acúmulo de descontinuidades e arranjos de memória feitos por um eu instável a mercê de grandezas impessoais.
A Existência é resultado de perdas, mortes e incertezas. Viver quase não tem substância. É um ato coletivo , algo que envolve o eu e os outros No devir do mundo.
Ter uma biografia não significa nada nesse jogo valorativo e afetivo que cada um de nós desenvolve com a própria singularidade. Ela não passa de um espelho do mundo.
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