Minhas duas primeiras décadas de existência foram definidas pela tutela parental e pela escola. Diante destas duas grandezas sociais desde muito cedo me surpreendi inadequado e resistente. Sempre soube que não seria um alguém para a sociedade. Tenho certo orgulho disso. Sempre fui de alguma maneira inadequado ao meu tempo e ao meu meio social. Também nunca permiti que a educação tirasse de mim a potência da infância e da imaginação. Sou um persistente inadequado , quase um pária incapaz de pertencer a qualquer identidade que não seja alguma forma de marginalidade existencial.
Acho que isso faz de mim essencialmente um poeta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário