Quando criança eu queria ser grande,
romper com a infância,
com a tutela paterna,
com a escola,
e superar os limites do quintal de casa.
Eu queria viver tudo, me fazer absoluto,
saber muito mais do que qualquer adulto.
O mundo repousava
na palma da minha mão
como um brinquedo velho e gasto.
Quando criança eu transgredia,
através da imaginação,
o próprio conceito de infância
e me inventava demiurgo.
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