O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.
segunda-feira, 27 de março de 2017
ESTRELA CADENTE
quarta-feira, 22 de março de 2017
A MEMORIA DAS RUAS VIVIDAS
sexta-feira, 17 de março de 2017
CRIANÇAS PERDIDAS
O EU E AS ÁRVORES
quarta-feira, 8 de março de 2017
SOBRE A EXISTENCIA ORDINÁRIA
Cinema e literatura sempre foram ocupações mais importantes para mim do que a dura realidade de gerir uma casa. Nunca fui do tipo que quis dar certo na vida. Jamais me adequei a persona do adulto responsável. Nunca me preocupei em ser "bem sucedido". Sempre fui dado a filosofias e a preguiças existenciais. Pode-se dizer: um vagabundo por natureza.
MEMÓRIA, EXPERIÊNCIA E LEMBRANÇA
sábado, 4 de março de 2017
LEMBRANDO MEU PAI
Já faz alguns poucos anos que meu pai morreu. Mas ainda sonho com ele. Sonho em um tempo indeterminado de infância e adolescência.
A morte de pessoas que nos servem de referência à própria existência é uma coisa que nunca se aceita. É como uma ferida que nunca cicatriza e permanece doendo no tempo aberto e incerto da vida.
O passar dos anos é algo as vezes desesperador, pois nos traz a amarga consciência de que tudo está sempre se perdendo ou por um fio.
A vida passa rápido demais. Não cabe bem mesmo no curto espaço de uma biografia....