Dos meus poucos companheiros daqueles dias distantes das primeiras infâncias,
não reencontrei se quer um, pelos caminhos da vida. Eles pouco brincaram comigo
e frequentaram minha existência. Compartilhamos instantes sem grandes consequências afetivas. Mesmo assim ficaram em mim como doce memória.
Soube já adulto que alguns morreram precocemente. A vida
seguiu sem eles, como continuou sem nossas infâncias.
Pensar nisso não me desperta grande nostalgia. Apenas um certo
desencanto diante da lembrança de vê-los empinando pipas contra um céu azul e
claro. Coisa que nunca aprendi.
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