sexta-feira, 17 de março de 2017

CRIANÇAS PERDIDAS



Dos meus poucos companheiros daqueles dias distantes das primeiras infâncias, não reencontrei se quer um, pelos caminhos da vida. Eles pouco brincaram comigo e frequentaram minha existência. Compartilhamos instantes sem grandes  consequências afetivas. Mesmo assim ficaram em mim como doce memória.


Soube já adulto que alguns morreram precocemente. A vida seguiu sem eles, como continuou sem nossas infâncias.


Pensar nisso não me desperta grande nostalgia. Apenas um certo desencanto diante da lembrança de vê-los empinando pipas contra um céu azul e claro.  Coisa que nunca aprendi.


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