sábado, 4 de março de 2017

LEMBRANDO MEU PAI

Já faz alguns poucos anos que meu pai morreu. Mas ainda sonho com ele. Sonho em um tempo indeterminado de infância e adolescência.
A morte de pessoas que nos servem de referência à própria existência é uma coisa que nunca se aceita. É como uma ferida que nunca cicatriza e permanece doendo no tempo aberto e incerto da vida.
O passar dos anos é algo as vezes desesperador, pois nos traz a amarga consciência de que tudo está sempre se perdendo ou por um fio.
A vida passa rápido demais. Não cabe bem mesmo no curto espaço de uma biografia....

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