Já faz alguns poucos anos que meu pai morreu. Mas ainda sonho com ele. Sonho em um tempo indeterminado de infância e adolescência.
A morte de pessoas que nos servem de referência à própria existência é uma coisa que nunca se aceita. É como uma ferida que nunca cicatriza e permanece doendo no tempo aberto e incerto da vida.
O passar dos anos é algo as vezes desesperador, pois nos traz a amarga consciência de que tudo está sempre se perdendo ou por um fio.
A vida passa rápido demais. Não cabe bem mesmo no curto espaço de uma biografia....
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.
sábado, 4 de março de 2017
LEMBRANDO MEU PAI
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