quarta-feira, 8 de março de 2017

SOBRE A EXISTENCIA ORDINÁRIA



Trabalhar e viver de salário, me afundar nos dilemas da economia domestica e na gestão cotidiana da simples reprodução da vida material, sempre foi para mim um um desafio injusto. Nunca fui muito organizado e pragmático. Sempre estive mais preocupado com a falta de sentido da vida e com  o charme de certo ócio quase aristocrático. 

Cinema e literatura  sempre foram ocupações mais importantes para mim  do que  a dura realidade de gerir uma casa.  Nunca fui do tipo que quis dar certo na vida. Jamais me adequei a persona do adulto responsável. Nunca me preocupei em ser "bem sucedido". Sempre fui dado a filosofias e a preguiças existenciais. Pode-se dizer: um vagabundo por natureza.

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