quinta-feira, 14 de junho de 2018

MEMORIAS GASTRONOMICAS



Quando criança a hora das refeições eram recheadas de sabores e gulodices. Além disso, havia sempre entre o café da manhã, almoço, café da tarde, janta e o derradeiro lanche da noite alguma mastigação. Comer era uma atividade constante e um modo de experimentar o próprio mundo.

Hoje meu apetite é bem modesto. Afinal, o corpo muda e nossas necessidades e prazeres também. Mas tenho saudades daquele período de juventude onde a intensidade das coisas e o ritmo dos dias eram literalmente comestíveis. Domingo, por exemplo, era dia de frango ensopado com batatas e de bolo de banana. Também eram especiais aqueles dias em que minha avó materna, prendada cozinheira, fazia seu delicioso ensopado de carne. Não era raro eu devorar três pratos fundos.

Lembro-me também da farta variedade de doces caseiros que consumia em  boas quantidades. Desde o arroz doce com canela, passando pelo bom bucado até o picolé vendido por ambulantes em pequenas caixas de isopor.

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