Nasci em 1971 e minha avó materna morreu em 1979. Ela esteve cotidianamente presente na minha vida por apenas oito anos. Mas foi o suficiente para deixar em mim uma marca, uma influência que não cabe na memória.
Devo-lhe a escolha do meu próprio nome, o sabor da sua culinária e a imaginação de suas histórias tantas vezes recontadas.
Lembro da minha avó como uma espécie de presença mágica que comunica uma metafísica familiar, um sentimento de pertencimento a um passado que me antecedeu e é habitado por muitos rostos e vivências. Ousaria falar de um modo peculiar de sentir e ser que remete a uma experiência coletiva e impessoal.
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