Desde pequeno tenho a fantasia de que sou mais velho do que sou. Sempre me identifiquei com a imagem do velho sàbio, portador de um cajado e de uma longa barba branca, arquejado pelo peso do tempo.
Hoje, ao alcançar meio século de existência, sinto-me centenário diante dos jovens de hoje. Paradoxalmente, considero o velho saltibanco que há em mim mais jovem do que eles, com seus egos inflados, excesso de informação e overdose tecnológica. Os jovens de hoje são quase adultos zumbis idiotizados e adaptados ao distema.
Sou feliz por não ter tido filhos e contribuido , assim, para fazer do mundo um lugar pior.
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