Os ritmos da minha
vida no inicio dos anos 2000 eram mais dinâmicos do que em outras épocas. Eu dava
especial atenção ao lazer, às horas livres. Não falo do tempo que perdia em botecos
vendo a vida passar e observando as pessoas. Também tinha o habito de ir ao
cinema e frequentar exposições. Fazia de tudo para fugir a rotina e não cair no
tedioso circuito do trabalho/casa casa/trabalho. Nutria um gosto juvenil pela
vida, uma curiosidade infantil pelas coisas.
Quanto mais
jovens mais somos ingênuos. Mas a ingenuidade nos faz ter certo gosto pela existência.
Com o passar dos anos fui perdendo a inocência. Afinal, nem tudo vale a pena e
as agitações sociais perdem o encanto quanto começamos a nos dar contra do quão
frívolo é o cotidiano.
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