A matinha era uma área não habitada e parcialmente arborizada à margem de uma rodovia no longo caminho entre a casa dos meus avós maternos e a casa dos meus pais.
É um destes lugares de passagem que ocupam a geografia da minha infância como um espaço mágico e quase onírico.
Inúmeras vezes o percorri na companhia dos meus pais, a pé ou de bicicleta. Tenho saudades deste lugar que hoje certamente já se tornou outro.
Mas o que importa aqui é a mera constatação que a memória não é feita da lembrança de fatos e momentos, mas antes de tudo de lugares que desenham uma verdadeira geografia afetiva. As memórias possuem um chão, é ele é mais importante do que normalmente nos danos conta.
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