Já faz alguns poucos anos que meu pai morreu. Mas a experiência cotidiana da sua ausência faz sua morte acontecer novamente sempre.
Na sua morte cabem todas as mortes. Inclusive a minha. o tempo da morte não é linear. Define uma espiral que nos envolve e consome. Isso explica minha perplexidade diante da novidade de sua não existência. É como se ela nunca tivesse acontecido e sua falta não fizesse sentido. Não fui ao seu enterro, o que reforça esta minha irracional recusa do seu fim.
Nenhum comentário:
Postar um comentário