A trajetória de uma vida está
condicionada a três planos aos quais estamos presos: a família, a escola e o
trabalho. É o que nos define no mundo. No inicio vivemos sob a tutela de nós pais
e a vida privada familiar é o que nos define. A escola nos lança ao
adestramento de um existir mais amplo e social que, de um modo muito duvidoso,
nos prepara para um existir “produtivo”, ou seja, para o trabalho. É quando as expectativas
retornam a reprodução do plano familiar. È preciso encontrar alguém e
constituir família, reproduzir o ciclo.
Confesso que sempre me senti
deslocado em relação a estes três planos, mas não tive a sorte de me tornar o
membro rebelde de uma bem sucedida banda de rock. Tive o destino obscuro e medíocre
de quem não nasceu para nada. Não constitui família e muito menos conquistei
nome e patrimônio através de um trabalho. Do ponto de vista da sociedade posso
ser considerado apenas mais um destes casos de existência banal.
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