Ás vezes me
lembro das ambientações dos tempos de
criança. Coisa pouca como o quintal da casa dos meus avós maternos ou os
jardins da casa dos meus pais. São lembranças fragmentadas que dizem lugares
onde ainda me abrigo, que me servem de referência.
Claro que a rua em que cresci
não é hoje a mesma rua. Faltam pessoas e configurações de cenário apagadas pelo tempo. Não é o mesmo ambiente.
Ouso mesmo dizer que tudo que estes lugares são ficou no passado. Pelo menos
para mim. Mas trata-se de um passado que ninguém jamais saberá. Nem mesmo faria
diferença saber. É todo um modo de vida que se perdeu e não pode ser
restaurado.

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