A memória é sempre uma reinvenção do agora. Significamos o passado em função das fúteis urgências do tempo presente. Afastamos o intempestivo, o incoerente, em função da necessidade constante de atualizar o sentido, de inventar identidades e sentimentos de mundo.
No fundo somos muito ingênuos em nossa relação com o tempo e a finitude. Exigimos sempre da vida uma consistência que ela não pode nos proporcionar.
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