sexta-feira, 20 de julho de 2018

MEMÓRIA E VIDA

A memória é sempre uma reinvenção do agora. Significamos o passado em função das fúteis urgências  do tempo presente. Afastamos o intempestivo, o incoerente, em função da necessidade constante de atualizar o sentido, de inventar identidades e sentimentos de mundo. 

No fundo somos muito ingênuos em nossa relação com o tempo e a finitude. Exigimos sempre da vida uma consistência que ela não pode nos proporcionar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário