Minha vida é
banal como qualquer outra. Não vivi nada de extraordinário. Na verdade apenas
existi como todo mundo e sofri como todos os outros as efemeridades de minha época.
Ambientado em um
tempo pequeno, preso a uma família, a um emprego, vivi modestamente. Adaptei-me
as circunstancias existenciais, cultivei gostos e desgostos.
Mas, ao contrário
da maioria dos meus amigos, não tive filhos. Nunca me tornei responsável por alguém.
Considero este um dos meus grandes pequenos acertos. Não foi exatamente uma opção. A não paternidade foi um desdobramento natural do meu modo de viver tão
voltado para mim mesmo.
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