A realização pessoal e profissional, desde que superei a adolescência, não mais se impôs para mim como uma meta ou preocupação muito séria.
Desencantado com as convenções da existência social, me coloquei o engrato desafio de uma busca introspectiva por autenticidade. Nunca soube direito o significado de tal objetivo.
Aos olhos dos outros devo ser um exemplo de fracasso. O que não me afeta. Ainda acredito que a experiência de viver plenamente escapa às convenções.
Levo uma vida materialmente humilde perto dos cinquenta anos. Mas minhas ambições escapam a qualquer pragmatismo.
Ainda tenho esperanças de levar a mim mesmo as últimas consequências. E isso me importa mais que qualquer ventura financeira ou prestígio social.
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