A criança que
fui um dia não existe mais. Suas memorias e pensamentos são como uma sombra em
minha experiência de tempo presente. Sou um outro que a sucedeu no tempo e no
espaço sem saber direito de si mesmo.
A impessoalidade
de ser alguém me assombra no exercício de viver. Existo sobre o signo da
indeterminação. O outro é a condição da prática de mim mesmo. A identidade
que a memória me proporciona, é representação virtual de um constante vir a
ser. No final das contas, quase nada sei sobre mim mesmo.
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