quarta-feira, 10 de julho de 2019

A VIRTUALIDADE DE SER


A criança que fui um dia não existe mais. Suas memorias e pensamentos são como uma sombra em minha experiência de tempo presente. Sou um outro que a sucedeu no tempo e no espaço sem saber direito de si mesmo.

A impessoalidade de ser alguém me assombra no exercício de viver. Existo sobre o signo da indeterminação. O outro é a condição da prática de mim mesmo. A identidade que a memória me proporciona, é representação virtual de um constante vir a ser. No final das contas, quase nada sei sobre mim mesmo.      


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