O eu não está no centro de um esforço autobiográfico, mas os outros. Lembrar é vivenciar vínculos no tempo e no espaço. Há algo de profundamente impessoal em qualquer biografia. É o compartilhado, o que é comum, que define a singularidade de uma existência. Sou o resultado da composição de pessoas e coisas ao longo de um tempo determinado. Não posso saber de mim sem falar do outro, do fora de mim mesmo. Toda lembrança é coletiva.
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