sexta-feira, 26 de julho de 2019

NO DIA DA INDEPENDÊNCIA NACIONAL


Enquanto estudantes do ensino fundamental e médio, por vontade e gosto da minha mãe, tanto eu quanto minha irmã, participávamos todos os anos do desfile da independência nacional. Isso cobre os últimos anos da década de 70 e inicio da década de 80 do século XX. 

Não me agradava participar disso, mas me submetia a tal experiência para agrada-la. Em cidade provinciana, naquela época, os desfiles da independência tinham certo brilho como experiência comunitária.

O autoritarismo dos tempos da ditadura ainda eram, então, muito presente. Louvar a pátria fazia parte do dantesco catecismo cívico.  Além disso, defendia-se a bandeira da escola em que se estudava. Cada uma queria o maior destaque e os aplausos da multidão. 

Minha escola era particular e moldada pela filosofia de sua diretora conservadora. Todos os dias eramos enfileirados no pátio para cantar  hinos e fazer orações. Hoje tudo isso me parece um pesadelo. Mas toda  dimensão politica destes costumes aberrantes me escapavam quando criança.  

Mesmo assim, era desagradável usar luvas, segurar bandeiras, e passar horas em pé sob um sol quente vestindo uniformes coloridos.  Não tenho saudades destas ocasiões. 

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