Enquanto
estudantes do ensino fundamental e médio, por vontade e gosto da minha mãe,
tanto eu quanto minha irmã, participávamos todos os anos do desfile da
independência nacional. Isso cobre os últimos anos da década de 70 e inicio da
década de 80 do século XX.
Não me agradava participar disso, mas me submetia a tal experiência para agrada-la. Em cidade provinciana, naquela época, os desfiles da independência tinham certo brilho como experiência comunitária.
Não me agradava participar disso, mas me submetia a tal experiência para agrada-la. Em cidade provinciana, naquela época, os desfiles da independência tinham certo brilho como experiência comunitária.
O
autoritarismo dos tempos da ditadura ainda eram, então, muito presente. Louvar
a pátria fazia parte do dantesco catecismo cívico. Além disso, defendia-se a bandeira da escola
em que se estudava. Cada uma queria o maior destaque e os aplausos da multidão.
Minha escola era particular e moldada pela filosofia de sua diretora conservadora. Todos os dias eramos enfileirados no pátio para cantar hinos e fazer orações. Hoje tudo isso me parece um pesadelo. Mas toda dimensão politica destes costumes aberrantes me escapavam quando criança.
Minha escola era particular e moldada pela filosofia de sua diretora conservadora. Todos os dias eramos enfileirados no pátio para cantar hinos e fazer orações. Hoje tudo isso me parece um pesadelo. Mas toda dimensão politica destes costumes aberrantes me escapavam quando criança.
Mesmo assim, era desagradável usar luvas, segurar bandeiras, e passar horas em pé sob um sol quente vestindo uniformes coloridos. Não tenho saudades destas ocasiões.
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