segunda-feira, 29 de julho de 2019

ECOS TROPICALISTAS EM UMA ADOLESCÊNCIA DOS ANOS 90


Se o rock e, especialmente o heavy metal, sempre representaram para mim um ethos, um modo de vida construído a partir de uma dada sensibilidade musical, alguns álbuns de MPB, sempre me comunicaram qualquer sentimento, nostalgia, ou, simplesmente, ambientações de infância. Diferente do rock, cuja sonoridade me diz sempre o presente e o futuro, certa MPB me comunica  um passado remoto. Não é por coincidência que os três álbuns que melhor traduziram para mim tal sentimento sejam tropicalistas.

 Refiro-me ao lírico, saudosista e delicioso Domingo de Gal Costa e Caetano Veloso (1967), que é quase uma reverência a revolução da bossa nova e a João Gilberto,  o primeiro álbum de Caetano Veloso (1968) e o primeiro  álbum solo  de Gal Costa (1969). Neste dois últimos, a tropicaria explode em cores e sonoridades únicas.

Os três álbuns juntos compõem um único passeio sonoro existencial. Nunca  consegui separa-los como experiência musical. Mesmo tendo adquirido e conhecido cada um deles  em momentos diferentes ao longo dos anos 90; época em que todos os meses me deliciava com a compra de pelo menos um vinil novo.







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