Não tenho
qualquer empatia com crianças. Não reconheço nelas nenhum traço da minha própria
infância. As épocas mudam e o modo de ser criança também. Mesmo qeu sejamos
todos perpassados por um devir infantil apesar da persona adulta.
Minha experiência
de infância é algo incomunicável as gerações seguintes. Proporciona uma espécie
de pertencimento a uma época e conjunto de códigos e experiências lúdicas que
figuram na memória como uma espécie de marca ancestral de um paraíso perdido.
Minha infância
me define. Justamente por isso não tenho simpatia por crianças.
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