Quando eu era miúdo, abaixo dos oito anos, tinha profundo prazer em
testemunhar minha avó materna em seus afazeres domésticos. Adorava vê-la ensaboando
roupas no tanque, preparando almoço ou passando café no velho coador de pano qualquer
hora da tarde. Sua rotina preenchia meu tempo depois da escola.
Sei que eu não era o mais afetuoso dos netos. Como toda criança vivia
demasiadamente centrado em meu universo
particular de fantasia. Mas a presença da minha avó preenchia cotidianamente
meu estar no mundo. Prova disso é o modo todo especial que a guardo na memória
como referência dos melhores tempos da vida.
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