terça-feira, 28 de janeiro de 2020

LEMBRANDO MINHA AVÓ


Quando eu era miúdo, abaixo dos oito anos, tinha profundo prazer em testemunhar minha avó materna em seus afazeres domésticos. Adorava vê-la ensaboando roupas no tanque, preparando almoço ou passando café no velho coador de pano qualquer hora da tarde. Sua rotina preenchia meu tempo depois da escola.

Sei que eu não era o mais afetuoso dos netos. Como toda criança vivia demasiadamente centrado em meu  universo particular de fantasia. Mas a presença da minha avó preenchia cotidianamente meu estar no mundo. Prova disso é o modo todo especial que a guardo na memória como referência dos melhores tempos da vida.

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