terça-feira, 28 de janeiro de 2020

O NOVO SÉCULO


Muita gente comemorou equivocadamente a chegada do século XXI no réveillon do ano 2000. Mas quando ele finalmente chegou um ano depois, foi recebido com toda ansiedade e expectativa que merecia o marco simultâneo  de um novo século e milênio. Mas o otimismo de ficção  científica das décadas anteriores em relação ao futuro já  começava a dar lugar ao fantasma das distopias. Predominou, então,  uma certa perplexidade com o fim do século XX e sua herança de guerras e incertezas políticas. Era mais do que claro que o novo século não seria dos mais estimulantes. O medo do bug do milênio ou da pane dos computadores na chegada do novo milênio bem definiu aquele momento. 

No plano pessoal, naquele momento, eu iniciava o único envolvimento amoroso sério   que teria na vida e,  portanto, me encontrava bastante otimista em relação ao futuro.Recebi o novo ano na praia de Copacabana confiante em dias melhores. É  claro que este sentimento ingênuo e pueril não resistiu ao passar de alguns poucos  anos. Hoje em dia sou totalmente indiferente as celebrações de ano novo e não me reconheço naquele jovem que sorria a chegada dos anos 2000.

Duas décadas depois, o novo século já fez  fama como um período obscuro da História da humanidade e os nostálgicos de um falsa idade de ouro de um passado perdido estão  em alta ao lado daqueles que esperam o fim do mundo.

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