Cresci nos anos 70 do século XX e, portanto, imerso no imaginário belicioso da guerra fria. Guerras locais faziam parte dos noticiários, assim como a constante ameaça de um apocalipse nuclear.
O tema da radioatividade e da cultura nuclear eram expressão da irracionalidade e falta de controle de uma realidade mundial definida pelo conflito velado e aberto entre nações.
Dois exemplos do universo das HQs que refletem uma inquietação com as tecnologias nucleares são as personagens do Hulk e do homem aranha. Tanto Peter Paker quanto Bruce Banner tem suas vidas alteradas por acidentes radioativos envolvendo pesquisas neste campo. O mesmo pode ser dito sobre o quarteto fantástico.
A profunda relação entre quadrinhos e guerra, definitivamente estabelecida nos Estados Unidos da segunda grande guerra, ressignificou-se ao longo dos anos 60 e 70 em meio a efervescência cultural que definiu tal época. O fantasma da bomba atômica nos assombrava. Acreditávamos que a energia nuclear selaria o futuro humano.

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