segunda-feira, 20 de agosto de 2018

BRINQUEDOS E IMAGINAÇÃO



Os pequenos bonecos de borracha de super heróis vendidos pela Guliver nos anos de 1970  não fariam muito sucesso entre as crianças de hoje. Atualmente a fantasia já não se conforma a um território simbólico próprio, distinto da realidade. Pelo contrário, ela se faz mais sedutora quanto mais é capaz de simular o real a ponto de converte-se em seu duplo mais que perfeito.

Os brinquedos antigos, ao contrario, exigiam uma boa carga de imaginação e fantasia. Éramos crianças prodigiosas na arte da invenção e da simulação. Agora a imaginação exige ficções hiper realistas. Nossos velhos e toscos bonecos de borracha foram substituídos por figuras de ação articuladas que, mesmo mantendo ainda algum atrativo, não rivalizam com os vídeo games que, diga-se de passagem, não param de evoluir. Gostaria de ter tido essa opção na minha época. Ser criança nestas primeiras décadas do século XXI é uma experiência realmente mais rica que pões em questão o próprio conceito de infância. Depois da internet  qualquer pirralho de dez anos tem acesso durante um único dia a um volume de informações e dados que eu certamente precisaria na minha juventude de vários anos para acumular as duras penas.

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