Com o passar dos anos aprendi que minhas memórias e experiências, que o mais essencial da minha existência, não diz respeito a ninguém. Nem mesmo posso comunicar o que o mundo foi e é através dos meus olhos e pensamentos. Este sentimento de singularidade é também um saber de solidão. Mas acho que é isso que torna a vida de todos nós possível. Tudo que somos esta fadado ao desaparecimento. É com ele que lidamos durante a vida inteira.
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.
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