As simples rotinas de infância e adolescência me deixaram um vazio eterno de experiências. Mas bem sei que são os arranjos da memória, o olhar
retrospectivo, que fundamentam esta nostalgia quase excessiva dos meus primeiros anos.
Não cabe falar de uma felicidade perdida ou de uma idade de ouro de
minha particular existência. Meu eu mais jovem jamais aprovaria esta leitura póstuma
que surpreendentemente o ignora. Bem sei
que naqueles anos de vigor juvenil nada do que hoje me parece importante tinha
qualquer relevância.
No fundo a idealização afetiva do passado é uma crítica do momento
presente, uma forma de inconformismo existencial.
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