quinta-feira, 9 de agosto de 2018

O PASSADO CONTRA O PRESENTE


As simples rotinas de infância e adolescência me deixaram um vazio eterno de experiências. Mas bem sei que são os arranjos da memória, o olhar retrospectivo, que fundamentam esta nostalgia quase excessiva dos meus primeiros anos.

Não cabe falar de uma felicidade perdida ou de uma idade de ouro de minha particular existência. Meu eu mais jovem jamais aprovaria esta leitura póstuma que surpreendentemente o ignora.  Bem sei que naqueles anos de vigor juvenil nada do que hoje me parece importante tinha qualquer relevância.

No fundo a idealização afetiva do passado é uma crítica do momento presente, uma forma de inconformismo existencial.


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