Lembrar o passado sempre me incomoda. Parece que todas as coisas vividas são um sonho sonhado em alguma noite perdida. Parece faltar realidade a tudo aquilo que agora se perpetua como precária lembrança e um dia teve o gosto da concretude da mais imediata das horas.
Tal como o passado é o futuro. Etérea abstração que foge ao tempo das sensações e dos atos. E, entretanto, comovem mais do que a própria vida. É como se faltasse verdade a esta paradoxal experiência que tomamos por realidade.
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