Mesmo afastado
da vida acadêmica, permaneci preso ao ethos
do eterno estudante. Talvez esta tenha sido a maior de todas as minhas limitações:
viver mais de livros do que dos fatos. Confesso que sofro de certa inadequação
a existência. Disso não tenho duvidas. Mas, como dizem, nunca é tarde para
começar de novo. Mesmo que o passado e o próprio tempo pesem nas costas como um
fardo quase insuportável. Não podemos ser nada diferente daquilo que nosso
passado nos fez ser. Mas não é crime sonhar com o futuro.
O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.
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