quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

DA UNIVERSIDADE AO TRABALHO



Trabalhando fixo em um cargo comissionado e permanecendo na Capital, mantinha, entretanto, a rotina de vida de estudante. Morava precariamente, dedicava os fins de semana a perambular pelas ruas frequentando bares e fazia dos livros meus maiores amigos. Por outro lado, deixava em reticências a carreira acadêmica e me ocupava de ganhar o pão de cada dia. Mas não era pragmático. Não fazia planos. Confiava demasiadamente no acaso e nas peripécias do agora. Havia em mim uma afirmação de juventude eterna que, por mero capricho, acreditava proveniente da minha identidade com o velho e bom rock and roll que, apesar de todas as variações dos meus momentos vividos, permanecia como uma constante.


Eu era do tipo de funcionário metódico e dedicado. Afinal, vivia meu primeiro emprego e julgava questão de caráter procurar exercer da melhor maneira possível minha função. Não achava nos anos 2000 que o emprego teria longa duração e que me acomodaria a ele.


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