A vida não se definiu segundo
minhas expectativas. Na verdade os futuros que eu esperava nunca se
transformaram em realidade. Nada excepcional. O destino é feito de improvisos
e, no meu caso, por certa displicência em relação ao cotidiano e as demandas
mais concretas do dia a dia.
Mas, por outro lado, o acumulo de
experiências também mudam nossas expectativas e dilui objetivos. Somos o
produto de nossas experiências. Muitas vezes elas contrariam tudo aquilo que até
então concebíamos como uma meta. O que sei é que a rotina de ganhar a vida
acabou me afastando do horizonte de uma carreira acadêmica. Naqueles meus anos
de plena juventude, tratava-se de uma situação provisória e reversível. Não
podia imaginar que o circunstancial se revelaria permanente.
O que sei é que ocorreu algum
desencontro entre minha persona ideal e minha persona real.
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