Desde que comecei a trabalhar em
1997, tive minha rotina definida pela alternância entre as horas mecânicas de expediente e os bons momentos dedicados ao prazer
dos botequins. Viver sozinho me propiciava hábitos muito peculiares formatados
pela introspecção. Basicamente ia para casa apenas para dormir.
Depois do trabalho e nos fins de
semana passava muito tempo nas ruas, me sentia a vontade nos espaços públicos. A
maior parte do tempo estava sozinho. Mas gostava disso. Eu era um típico flaneur a se perder no labirinto urbano
fugindo a mesmice das horas de trabalho.
Quando se vive em uma cidade onde
não nasceu e cresceu, é normal considerar-se sempre um estrangeiro. Não importa
o acúmulo dos anos, sempre me sentirei nômade e desterritoriarizado, sempre me
sentirei um estranho em paisagens que não me remetem a infância.
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