Escrever a vida não é um
inventário de acontecimentos. Mas uma arqueologia da presença. Uma narrativa biográfica deve para mim comunicar um modo de ser. Isso é
mais do que compartilhar experiências e vivencias. É estabelecer a própria
singularidade diante de um mundo que nos afirma iguais.
Em uma sociedade massificada
dizer ás coisas que vivem em nós não é uma tarefa fácil, pois tendemos a
compartilhar imagens de cultura. Assim, uma serie de TV se torna um artifício
de memória tanto quanto a casa em que crescemos, apesar de sua impessoalidade.
Não entendo um esforço autobiográfico
como um balanço da existência, como um labor mnemônico onde interdições e
esquecimentos são tão decisivos quanto nossa capacidade de rememorar.
A reflexão autobiográfica é um labirinto onde nos confrontamos com a fragilidade e perenidade de nossa condição humana.
A reflexão autobiográfica é um labirinto onde nos confrontamos com a fragilidade e perenidade de nossa condição humana.
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