O que posso dizer sobre a minha
vida por volta dos trinta anos é que permaneci refém de protocolos de existência
que remetiam ao cotidiano de estudante e a praticas adolescentes de existência que
escamoteavam a dramática questão de circunscrever ou reinventar minhas
identidades dentro de uma persona adulta ou pragmática.
O conformismo a instabilidade
financeira, a recusa de um estatus social associado ao consumo de certos bens materiais, constituição
de uma residência tradicional ou mesmo ao cumprimento dos ritos elementares da
maturidade, como ter filhos e relacionamentos de longo prazo, me afastaram de
uma vida mais convencional dentro dos atuais padrões sociais.
Não tomo isso como um fracasso
intencional, mas como a opção por um estilo de vida associado a afirmação plena
da minha subjetividade e individualidade.
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