terça-feira, 31 de janeiro de 2017

ETERNAMENTE ESTUDANTE



Difícil evitar certa nostalgia quando penso naqueles tempos em que atingia sem perceber os trinta anos de idade e atingia o vigor  pleno da juventude. Apesar do meu temperamento um tanto quanto melancólico, a existência era para mim plena de sentido e pouca atenção dava ao problema da finitude. Mesmo assim a ideia de morte me rendia alguns versos imperfeitos e me preocupava em demasia com as ilusões de amor romântico. Não sabia viver minha juventude e levar as ultimas consequências às possibilidades da idade. Era introvertido e voltado demais para meu mundo intimo e pouco para as exigências do existir concreto. Nunca soube levar a vida. Por isso não tinha uma existência cotidiana estável ou regada. Mesmo após sair da faculdade continuei vivendo de modo improvisado. Nunca tive uma residência  minimamente estruturada e finanças equilibradas. Continuava vivendo como um estudante e , pior do que isso, pensando como um.  

Nenhum comentário:

Postar um comentário