O que faço aqui não é exatamente um balanço biográfico, mas um esforço singelo para preservar o mundo tal como se apresentou para mim. Tento estabelecer a narrativa definidora da minha existência, os caminhos da minha finitude e meu modo próprio de me inscrever em uma determinada época e configuração de mundo. Aqui me ocupo de todos os tempos de mim mesmo em finitude e espanto. Levo a cabo um balanço provisório de quem fui em minha experiência de mundo.
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
QUASE SEM PASSADO
domingo, 17 de dezembro de 2017
NÃO ME LEMBRO...
Do meu primeiro dia na escola,
Do meu primeiro amor...
de ter feito qualquer coisa
Pela primeira vez.
Pré estabelecido, cotidiano
E indefinido,
No devir concreto das coisas.
Um redescobrimento constante
De mim mesmo
Além da prisão de todas as definições
E conceitos vividos.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2017
VIDA E MEMORIA II
terça-feira, 12 de dezembro de 2017
VIDA E MEMÓRIA
sábado, 9 de dezembro de 2017
A DESCOBERTA DA POESIA
quarta-feira, 6 de dezembro de 2017
A SOLIDÃO COMO DESTINO
terça-feira, 5 de dezembro de 2017
SOBRE MUDANÇAS E PERMANÊNCIAS
domingo, 3 de dezembro de 2017
SOBRE O EU QUE ME INVENTA
A INTIMIDADE DA EXISTÊNCIA
sábado, 2 de dezembro de 2017
SAUDADES DA INFÂNCIA
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
DEPOIS DOS QUARENTA
domingo, 26 de novembro de 2017
FANTASIA ADOLESCENTE
Nos meus tempos de ensino médio, as vezes ficava imaginando como seria minha vida adulta. Não era do tipo ambicioso que sonha bons empregos. Só especulava sobre morar sozinho e todas as coisas que poderia fazer liberto da tutela dos meus pais.
Vendo minha vida hoje, tais devaneios me parecem tão ridículos quanto distantes de qualquer bom senso. Ironicamente, sinto saudades daquela fase adolescente em que morava com meus pais. Naquela época os dias eram mais vivos e minha existência parecia próspera.
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
O MAIS ANTIGO DOS MEUS BRINQUEDOS
SOBRE O CAPITÃO AMÉRICA
quarta-feira, 22 de novembro de 2017
SOBRE O VÔO NAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
quarta-feira, 15 de novembro de 2017
LIVROS, HQ E MUSICAS
FRUSTRADO
A INFLUÊNCIA DA TV SOBRE A MEMÓRIA PESSOAL
segunda-feira, 13 de novembro de 2017
DECÊNIOS
segunda-feira, 6 de novembro de 2017
GEOGRAFIA AFETIVA
domingo, 5 de novembro de 2017
SOBRE O ESQUECIMENTO
segunda-feira, 30 de outubro de 2017
O TEMPO E O VAZIO
Poucas ficaram,
me viram mudar com os anos.
O tempo desfez algumas certezas,
Inventou despedidas
E geografias de vento e memórias.
A cada ano me vejo um pouco mais vazio,
Absurdamente ausente
De mim mesmo.
sábado, 28 de outubro de 2017
O PASSADO COMO FUTURO
Meu passado pessoal é frequentado por muitas coisas e pessoas perdidas, é testemunho de épocas de intensa existência.
Frequento minhas memórias mais do que vivo o presente. Pois sinto como se algo perdido, faz muito tempo, habita-se agora em mim como o vazio de possibilidades desfeitas. Não fui capaz de atualizar meus passados no tempo presente. É como se não fosse possível de ser por inteiro em qualquer futuro, uma vez que me deixei perdido pelo meu próprio caminho.






