Minha avó era uma grande
contadora de histórias. Minha infância foi marcada por suas ingênuas e
imaginativas narrativas que sempre recorriam a imagens de nosso imaginário
cotidiano. No quintal de sua casa, por varias vezes, fomos surpreendidos por
gambas. Era um de meus grandes medos e, justamente por isso, protagonistas
frequentes de suas histórias. O mesmo pode ser dito de personagens como o velho
do saco, cães e gatos.
Não me lembro de nenhuma destas
historias, mas considerando a importância que tinha para mim, ouso dizer que minha avó ajudou a
despertar em mim o gosto pelo universo fantástico. Mas isso é só uma hipótese.
Mas eu também gostava de inventar
minhas próprias historias. Passava horas sentado no quintal desenhando
historias em quadrinhos na terra. Desenhava um quadro e depois o apagava para
desdobra-lo em um outro sequencial. Posteriormente,
não sei se induzido ou espontaneamente, substitui o chão por papel.
muito lindo, nunca vou te esquecer, quero te encontrar.
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