Não sei em que momento eu e minha
irmã tivemos a ideia de “dar vida” aos nossos brinquedos construindo a fantasia
de que todos eram personagens de uma comunidade imaginaria semelhante à sociedade humana.
Assim, surgiu a “Turma da Girafa”.
Era uma espécie de teatrinho onde
todos os dias eu e minha irmã simulávamos uma história diferente. Assim, a
girava, que era um brinquedo meu, protagonizava a história ao lado do Sr.
Coelho, um boneco de um coelho de terno e gravata que pertencia a minha irmã.
Ambos tinham dois cachorros como filhos
e, em torno destes personagens centrais e de acordo com os brinquedos que íamos
ganhando, a Turma da Girafa ia crescendo e as histórias se tornando mais
complexas. Um dos personagens mais curiosos era um boneco do superman que, pelo
simples fato de utilizar a cueca por cima das calças, ganhou uma personalidade
gay.
Encenamos ao longo de vários anos as aventuras
desta turma. Não produzíamos qualquer roteiro ou definíamos temas ocasionais.
Tudo era feito a base do mais completo improviso.

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