terça-feira, 29 de novembro de 2016

DOMINGO

O almoço de domingo era diferente do normal. O cardápio era invariavelmente frango. Os mesmos  eram comprados vivos , abatidos e preparados por minha mãe. Domingo era dia de ver TV praticamente o dia todo. Era a única ocasião na qual  minha mãe  se dedicava menos intensamente aos afazeres domésticos.

Mas domingo também era dia em que ela nos obrigava a ir a missa com ela. Nestes primeiros anos ainda não havia manifestado de modo contundente minha antipatia pela religião. Eu era jovem demais para formular qualquer posicionamento em torno desta polêmica questão. Mesmo assim não sentia qualquer entusiasmo pela fé cristã e muito menos por qualquer formulação teológica.


Por outro lado, Ignorava meu instintivo ceticismo em torno da questão e, para evitar problemas, acompanhava minha mãe a missa. Só mesmo alguns anos depois , quando tinha em torno de 15 ou 16 anos, impus a  ela a decisão de não mais frequentar a igreja. Até então havia tido uma educação católica que rivalizava com os interesses despertados pelos filmes de ficção cientifica e series de TV como Star Trek.  Desde cedo aflorou em mim um certo interesse por ciências, em grande parte isnpirado pelo clássico personagem vulcano interpretado por Leonard Nimoy.

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