O almoço de domingo era diferente
do normal. O cardápio era invariavelmente frango. Os mesmos eram comprados vivos , abatidos e preparados
por minha mãe. Domingo era dia de ver TV praticamente o dia todo. Era a única ocasião
na qual minha mãe se dedicava menos intensamente aos afazeres domésticos.
Mas domingo também era dia em que
ela nos obrigava a ir a missa com ela. Nestes primeiros anos ainda não havia
manifestado de modo contundente minha antipatia pela religião. Eu era jovem demais
para formular qualquer posicionamento em torno desta polêmica questão. Mesmo
assim não sentia qualquer entusiasmo pela fé cristã e muito menos por qualquer
formulação teológica.
Por outro lado, Ignorava meu
instintivo ceticismo em torno da questão e, para evitar problemas, acompanhava
minha mãe a missa. Só mesmo alguns anos depois , quando tinha em torno de 15 ou
16 anos, impus a ela a decisão de não
mais frequentar a igreja. Até então havia tido uma educação católica que
rivalizava com os interesses despertados pelos filmes de ficção cientifica e
series de TV como Star Trek. Desde cedo
aflorou em mim um certo interesse por ciências, em grande parte isnpirado pelo clássico
personagem vulcano interpretado por Leonard Nimoy.

Nenhum comentário:
Postar um comentário