quarta-feira, 30 de novembro de 2016

GANHAR PRESENTES

Duas datas realmente importantes para mim durante a infância era o dia do meu aniversário e o natal. Ganhar presentes, o que era sinônimo de ganhar brinquedos, era uma ocasião esperada com ansiedade por vários meses. Não era raro antecipadamente escolher o objeto desejado e antecipadamente ficar sonhando com ele após realizar o necessário lobby com os adultos. Como meu aniversário era próximo ao dia das crianças, sempre exigia ganhar dois presentes, no que de modo geral era atendido.

Quanto ao natal, desde cedo minha mãe estabeleceu o habito de escrever cartinhas de papai Noel. Usava sua própria letra nas missivas, mas eu e minha irmã nunca desconfiamos da delicada farsa. Pelo contrário, levávamos muito a sério os conselhos e avaliações do papai Noel do nosso comportamento ao longo do ano e descobríamos com emoção os brinquedos escondidos debaixo da cama. Lembro-me vivamente do ano em que finalmente ganhei um ferrorama. Um dos brinquedos mais cobiçados na época. Foram longas horas dedicadas ao brinquedo sob seu irresistível encanto.


Também era habito montar uma arvore de natal em casa. Gostava de  observa-la   brilhando no escuro e de todo aquele clima de fim de ano. A programação da TV era mais direcionada a audiência infantil  através de desenhos e filmes  sobre natal. Não tínhamos, entretanto,  o habito de fazer ceia no dia 24. Não tenho o pudor de dizer que o natal era para mim apenas uma ocasião para ganhar presentes e comer mais coisas gostosas do que em outra ocasião.

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