Havia na casa dos meus avós um gato amarelo chamado cowboy. Nasceu um pouco depois de mim. Posso dizer que crescemos juntos. Ele foi meu primeiro pet. Cowboy morreu de velhice. Gozou de uma existência bastante longa para um gato. Durou um pouco mais de vinte anos. Nos seus últimos dias já não miava mais, tinha perdido todos os dentes e mau conseguia andar, Mas ninguém teve coragem de sacrifica-lo.
Nos anos setenta do ultimo século os animais de estimação ainda não eram objetos da atenção e cuidados especiais tão comuns hoje em dia. Cowboy se alimentava com a mesma comida que eu e nunca foi a um veterinário. Apesar disso até o fim manteve-se perfeitamente saudável. O bichano não era apenas parte da rotina da casa, mas gozava do status de um membro da família.
Sempre tive gatos por perto. Seja na casa dos meus pais ou dos meus avós. Eles simplesmente escolhiam morar com a gente. Nunca tivemos a preocupação em adotar esses mascotes. Eles simplesmente apareciam.
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