quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O UNIVERSO DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS

Não sei precisar quando comecei a me interessar por histórias em quadrinhos. Mas acredito que foi antes mesmo de aprender a ler. Talvez como estratégia da minha mãe para me incentivar a leitura. Na época  as publicações da DC Comics e da Marvel eram reproduzidas aqui pela Editora Brasil America-EBAL.  Personagens como Batman, Superman, Shazam Tarzan, Liga da Justiça, Mandrake, zorro e Fantasma, dentre outros, passaram a habitar minha imaginação e a ocupar boa parte do meu tempo. Serviam de fonte também para os meus desenhos e para a confecção de minhas próprias historias  de super heróis . Posso dizer que, nos meus primeiros anos, o mundo das HQs se converteu em uma espécie de universo paralelo que eu frequentava mais do que minha própria vida.

Não tinha, afinal, convívio significativo com outras crianças. Não brincava na rua por decisão da minha mãe. Permanecia restrito ao espaço doméstico, o que não era absolutamente nenhum problema para mim.  Só precisava mesmo de quadrinhos e TV para alimentar minha subjetividade infantil que se revelava acentuadamente  introspectiva e faminta de fantasia.  De certa forma, muito precocemente, me fechei em um mundo de representações mitológicas universais personificadas por este universo que seria decisivo para minha formação pessoal.



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