Não sei precisar quando comecei a
me interessar por histórias em quadrinhos. Mas acredito que foi antes mesmo de
aprender a ler. Talvez como estratégia da minha mãe para me incentivar a
leitura. Na época as publicações da DC
Comics e da Marvel eram reproduzidas aqui pela Editora Brasil America-EBAL. Personagens como Batman, Superman, Shazam
Tarzan, Liga da Justiça, Mandrake, zorro e Fantasma, dentre outros, passaram a
habitar minha imaginação e a ocupar boa parte do meu tempo. Serviam de fonte
também para os meus desenhos e para a confecção de minhas próprias historias de super heróis . Posso dizer que, nos meus
primeiros anos, o mundo das HQs se converteu em uma espécie de universo
paralelo que eu frequentava mais do que minha própria vida.
Não tinha, afinal, convívio significativo
com outras crianças. Não brincava na rua por decisão da minha mãe. Permanecia restrito
ao espaço doméstico, o que não era absolutamente nenhum problema para mim. Só precisava mesmo de quadrinhos e TV para
alimentar minha subjetividade infantil que se revelava acentuadamente introspectiva e faminta de fantasia. De certa forma, muito precocemente, me fechei
em um mundo de representações mitológicas universais personificadas por este
universo que seria decisivo para minha formação pessoal.


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