terça-feira, 29 de novembro de 2016

QUANDO QUASE FIQUEI MUDO

Uma ocasião realmente dramática destes anos de primeira infância se deu quando fui submetido à cirurgia de postectomia. Operar fimose foi para mim um grande trauma. Não apenas pela operação em si, mas também pelos rigores do pós operatório. Regularmente tive que retornar por um certo período ao hospital para trocar os curativos.  Mesmo os intensos cuidados da minha avó, fazendo todo tipo de comida que eu mais gostava, não foram suficientes para diminuir meu desconforto com a situação.

Se bem me lembro, a operação fora sugerida pelo meu pediatra por conta de alguma infecção urinária. Não foi um procedimento simples, ao contrário do que é garantido pela literatura especializada. Pelo menos do ponto de vista  psicológico.


Em outra ocasião, um pediatra sugeriu a minha mãe que um pedaço da minha língua fosse cortada. Tudo por conta de uma suspeita de que eu sofria de algum tipo de dislexia. Para minha sorte minha mãe teve o bom senso de não levar a serio a sugestão. Tempos depois ,quando consultou um segundo medico sobre o mesmo tema, ele esclareceu com propriedade  que caso fosse acatada a sugestão do medico anterior,  eu muito provavelmente acabaria mudo.

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