Na rotina escolar, como todo bom
aluno, apreciava apenas a hora do
recreio e o lanche na cantina da escola quando não levava merendeira e,
obviamente a hora da saída. Até onde me lembro não fiz nenhuma amizade durante
o ensino fundamental, mas me relacionava bem com os colegas de classe.
A escola era de franca orientação
conservadora. Toda manhã, antes do inicio das aulas, éramos dispostos em
colunas no pátio para cantar o hino nacional e rezar. Ser obrigado a vestir
uniforme para frequentar as aulas transformava a condição de estudante em uma
obrigação sofrida. Quando na escola meu único pensamento era voltar para
casa e poder brincar e ver televisão. A
única atividade interessante era colorir alguns desenhos com temáticas e
relativas a datas festivas e cívicas.
Era costume naquela época encapar
os livros didáticos com plásticos estampados e uma etiqueta com a identificação
do aluno e a série letiva. Tal cuidado era apreciado pelos professores e
interpretado como um indício de capricho e organização. Para nós alunos o que
realmente importava era a mochila. De modo bem discreto uma boa mochila
garantia um certo status e alguma subjetividade em contraste com a
impessoalidade do uso obrigatório do uniforme.
Considerando que a escola foi o
primeiro espaço de convívio social e instituição pública que frequentei, posso
dizer que muito precocemente revelei certa aversão aos intercâmbios societários.
Normalmente era minha tia quem me
buscava na escola. Passava as tardes na casa dos meus avós.
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