Apesar da aventura e da reinvenção
intima do mundo proporcionada pela faculdade, aqueles anos definitivos da minha
vida de estudante despertaram em meu intimo um profundo sentimento de desabrigo
ou desenraizamento.
Minha existência era
incerta e eu vivia praticamente de improvisos e indeterminações. Não tinha uma
casa e muito menos rotinas estruturadas. Mas era feliz. Gozava da minha plena
juventude. Apenas me sentia sozinho e
lamentava a falta da velha estrutura familiar. Não ter propriamente uma casa
minimamente organizada fazia falta. Além disso aprendia a viver em uma cidade
estranha. A vida acadêmica era minha única
referência e se convertia em uma espécie de ethos regado a muita cerveja e
madrugadas em claro.Fora isso eu era apenas um indivíduo perdido no mundo.
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